PROGRAMA DO MPLAO MPLA luta pela afirmação de principios de forma a que cada cidadão, individualmente ou associado, desenvolva plenamente a sua personalidade e capacidade, garantindo simultâneamente a igualidade de oportunidades.
Conquistada a independência nacional sob a direcção do MPLA, abriram-se para o Povo Angolano novas perspectivas para o desenvolvimento multilateral das suas aspirações, constantemente agravadas pela guerra. O MPLA considera que a defesa e o fortalecimento da independência nacional constituem deveres de todos Angolanos, trabalhando para que essa importante conquista política, deve consolidar-se nos planos económicos, social e cultural em benefício de todos os Angolanos. O fortalecimento da unidade nacional constitui uma premissa e um factor indissoluvelmente ligado à independência e à paz. O MPLA considera que a unidade nacional materializa-se na actividade diária inter-relacionada dos individuos, associados ou não, grupos ou camadas sociais e regiões do País onde a actividade reguladora do Estado Democrático e de Direito, defende os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e cria condições para o desenvolvimento nacional integrado e harmonioso. Neste sentido, o MPLA preconiza que deverão ser combatidas todas as tendências que pretendem sobrepôr uns cidadãos ou regiões a outras na base de preconceitos como o tribalismo, racismo e regionalismo.
Conquistada a independência nacional, expulsos os agressores estrangeiros, o MPLA parte do principio de que a paz justa e duradoura constitui um pré-requisito indispensável para a reconciliação nacional da familia angolana. Entretanto, a paz não significa apenas ausência de guerra mas, um estado de vida em sociedade em que não mais exista a guerra e em que se proporcionem as mais amplas liberdades e garantias que permitam o pleno desenvolvimento da potencialidades dos cidadãos. O MPLA propõe-se combater energicamente todas as tentativas ou acções que visem desencadear a guerra entre os angolanos, atentando contra os mais elementares direitos dos cidadãos e contra as regras da democracia. A guerra, qualquer que seja o seu objectivo, apenas servirá para perpectuar o sofrimento do povo angolano, adiando interminavelmente a possibilidade dos angolanos poderem desfrutar plenamente das potencialidades do seu País. Ao nível mundial, o MPLA pugna pela realização de uma política de aproximação na vida dos Estados de forma a que predominem os intrumentos políticos na solução dos diferendos e dando o seu contributo para a redução da corrida aos armamentos, fundamentalmente nucleares, que apesar dos esforços levados a cabo pela comunidade internacional, ainda constituem um perigo para a paz na terra. A paz constitui, assim, um direito inalienável dos povos e uma conquista que, após alcançada deve ser fortalecida e preservada pelos homens de boa vontade, porque a guerra constitui uma violação das leis de desenvolvimento das sociedades e, como tal, deve ser erradicada da convivência humana.
Tendo em vista assegurar os direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, o MPLA trabalha no sentido de remover e combater as desigualdades que possam constituir factores impeditivos da liberdade do homem angolano. A liberdade é um elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal de cada cidadão no respeito pelos direitos dos demais. O MPLA, considera que a igualdade política, económica, social e cultural é a condição prévia para o livre desenvolvimento da personalidade humana, para o progresso social. A igualdade constitui também um pré-requisito da liberdade. O MPLA trabalha no sentido de irradicar todas as formas de discriminação pugnando pela plena afirmação da igualdade de direitos e de oportunidades, acabando com as injustiças, promovendo um desenvolvimento são e harmonioso dos cidadãos e regiões do País, no respeito pela independência e soberania nacional, integridade e indivisibilidade do solo pátrio.
O MPLA promove a mais ampla solidariedade para com as vítimas da guerra, da seca e das calamidades naturais, estendendo esta solidariedade a todos os Povos do mundo, contribuindo para a solução dos problemas globais que afectam a humanidade.
Assim, o MPLA parte do princípio de que a defesa da democracia política pluralista constitui um aspecto fundamental da sua política e a base para evitar toda e qualquer forma ditatorial ou autoritária de poder. A democracia política, por si só, não garante o pleno desenvolvimento das potencialidades dos cidadãos. Por isso, o MPLA desenvolve esforços de forma a que a democracia política seja complementada pela democracia económica social e cultural, que se consubstancia essencialmente na participação dos cidadãos na tomada de decisões económicas e sociais em parceria com o Estado, a nível empresarial ou em órgãos autónomos da sociedade civil, bem como na preservação e valorização do costume e do património cultural de Angola.
A guerra que durante anos devastou o País trouxe uma série de traumatismos aos quais o MPLA presta atenção especial, através da promoção de medidas de elevação da condição humana ao nível do pleno desenvolvimento das suas capacidades. A paz constitui uma condição indispensável à materialização destas aspirações. Em respeito aos principios da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que será um elemento fundamental da sua actividade, o MPLA é pela abolição da pena de morte como condição primeira do respeito à vida humana numa sociedade verdadeiramente democrática.
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