PROGRAMA DO MPLAA 10 de Dezembro de 1956, um grupo de patriotas Angolanos divulga o manifesto do MPLA, na linha do qual já haviam criado o PLUA ( Partido da Luta Unida de Angola), depois o MIA (Movimento para a Independência de Angola), o MINA (Movimento pela Independência Nacional de Angola) e outros movimentos que viriam a fundir-se no Movimento Popular de Libertação de Angola, que rapidamente galvanizou o povo para a luta contra o colonialismo, transformando-se no instrumento decisivo para a satisfação das aspirações de independência, paz e progresso social. Com a proclamação, pelo MPLA, da Independência e a criação da República Popular de Angola, aos 11 de Novembro de 1975, pôs-se termo ao colonialismo, iniciando-se um processo de reconstrução do País, no sentido da satisfação dos interesses e necessidades básicas das populações de Angola, o qual cedo ficou condicionado pela guerra de desestabilização interna e de agressaõ externa. No entanto, apesar da guerra, o povo Angolano, sob a direcção do MPLA, mais tarde constituído em Partido do Trabalho, defendeu a independência e a soberania nacional, a integridade e a indivisibilidade do solo pátrio, e apoiou de forma decisiva a luta de libertação nacional de outros povos, contra o colonialismo e o apartheid. As transformações operadas no Mundo, particularmente na década de 80 que levaram ao término da guerra fria e a transformações significativas na África Austral, encontraram o MPLA a dirigir um processo de profundas transformações políticas, económicas e sociais que marcaram de forma indelével o desenvolvimento do sistema político angolano O Congresso do MPLA realizado em 1985 apontou as grandes linhas de orientação que imprimiram reformas sensíveis nos métodos e formas de direcção da economia, levaram à consagração do multipartidarismo em Angola e posteriormente aos acordos de Bicesse, assinados em Maio de 1991. Entretanto, a dimensão, o alcance e as perspectivas das reformas empreendidas pelo MPLA encontraram sérios obstáculos, consubstanciados na guerra pós-eleitoral que atingiu índices de destruição sem comparação na história angolana. O MPLA fazendo jus à sua responsabilidade e ao seu compromisso com a paz e o bem estar do povo Angolano, promoveu e logrou que um novo processo negocial fosse alcançado, o Protocolo de Lusaka que ficou marcado por constrangimentos decorrentes de uma conduta política desleal sustentada por uma ambição desmedida pelo poder e pela ausência de uma verdadeira cultura democrática da parte do seu parceiro neste Acordo. O MPLA pugna pela readequação dos organismos multilaterais à nova realidade contemporania, em particular ao crescente potencial dos países em vias de desenvolvimento, para contribuir para a paz mundial e para uma economia internacional dinâmica. Na presente fase da humanidade
caracterizada pela primazia do conhecimento, o MPLA pugna para que a comunidade
internacional seja capaz de idealizar formas eficazes e inovadoras de transferência
tecnológica, que acelerem o crescimento e a produtividade nos países
em vias de desenvolvimento, factor de paz, estabilidade e modernidade no
sentido das populações poderem sentir na prática os
efeitos benéficos dessas novas tecnologias e apreenderem cada vez
mais conhecimentos no sentido da sua autonomização.
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